Jurado de morte pelo cara de oitenta e nove
Quando penso que ouvi e li de tudo nesta vida, sempre algo mais surpreendente vem e me prova que a frase que acabei de escrever é algo impossível de afirmar. Quanto mais vivemos, mais situações embaraçosas e novas histórias surgem, mas esta, pessoa que lê, eu diria que jamais estaria no meu script de vida. Ao fazerem uma retrospectiva dos problemas que enfrentei, com certeza quero que lembrem de destacar o dia em que um senhor de oitenta e nove anos me jurou de morte. Para quem não sabe, eu trabalho num supermercado de bairro perto da minha casa, o que para mim em muitos momentos é uma grande felicidade, mas em outros, é uma tristeza. Por que felicidade? Bom, leitor, é porque eu chego rápido aqui. Eu não preciso ter o esforço de acordar cedo para tomar um café correndo ou pegar um trânsito danado para chegar num lugar que nem ar climatizado tem. Não preciso, também, me lamentar por chegar atrasado em casa depois do expediente, me sentindo anulado pelo fato de ter que ir direto dor...